Friday, October 27, 2006

The Black Ray's Tears



27th of October, tive um sonho esta noite... Caminhei numa estrada de terra e grama rumo à uma loja de aquários, dentro da loja estava escuro e eu falava com a proprietária, na penumbra ,logo na entrada, avistei um aquário não muito grande, havia dentro dele uma arraia negra, que veio com o ventre à mostra de encontro à parede de cristal ao me ver, era grande demais para estar num aquário daquele tamanho, nadava em movimentos delicados como se voasse debaixo d'água.
Pouco tempo depois, durante a noite, eu voltei a atenção ao aquário, a grande arraia negra havia se transformado em uma triste sereia com um negro véu, agonizada ela batia no vidro, nadava em círculos chorando, triste para estar presa, me pedia ajuda todo tempo... eu implorei à dona do estabelecimento que a soltasse, a vida não pode ficar presa; a mulher se negou a soltá-la, estava à venda.
Triste e fraca de tanto bater com os punhos no vidro e suas pulseiras de prata, a sereia chorava exausta.
Continuei a pedir e pensar numa saída, sugeri que a soltasse, mas argumentaram a mim que por falta de vivência em seu habitat natural, a sereia seria triturada por tubarões, isso nem eu queria, possuo um colar de dente de tubarão e sei o quanto aquilo pode matar, pensei então que a colocassem num aquário bem maior, uma piscina, um local muito grande ao menos para que ela pudesse respirar...
Voltei pela estrada rumo à minha casa, eram cerca de 19hs, estava chovendo fraco...

Moral da história: Num desespero de vazio, o homem (e a mulher também) se cercam de tudo aquilo que chamam de lindo na esperança de que aquilo que fora habita seu corpo vá lhe suprir as lacunas de dor; aquilo que fora habita tem seu próprio ciclo vital, quer também ser feliz, busca a totalidade como qualquer outra matéria vivente, mas a arrogância humana escolhe por aprisionar a vida ao seu redor, pois dentro de si já aprisionou há milênios sua criança interna... O animal-humano vai a uma petshop e compra um pequeno aquário e quatorze peixes, o recipiente em si só comporta um pequeno animal, mas o animal-humano quer mais, pois seu vazio é tão grande que ao chegar em casa entediado se põe a passar horas olhando para o aquário, ele diz que isso é para lhe lembrar os mares e oceanos que o fazem relaxar, ao invés do animal-humano cuidar de sua saúde, ser menos egoísta, arrogante, dormir mais cedo, parar de se embebedar, almadiçoar menos a vida à sua volta, ele prefere continuar fazendo tudo isso e ainda aprisionar quatorze vidas num recipiente que só serve para apenas um peixe.
Com o tempo os peixes começam a ter doenças, fungos, começam a comer uns aos outros, pois ao serem presos naquele local seu ciclo vital foi interrompido pelo animal-humano, e foi desencadeado todo um processo caótico de destruíção, doença, fome, necessidade; o animal-humano então se desespera, vai`a loja comprar remédios para fungos, ração especial, produtos para purificar a água, gasta rios de dinheiro, o dinheiro seria para cuidar de sua própria saúde, mas é investido inútilmente em prol da matança, ao chegar em casa já é tarde demais para socorrer as vidas aprisionadas, muitos já mataram e comeram a si próprios, o restante foi devastado pelas infecções e fungos.
Aos prantos o animal-humano chora em desespero, aquilo que era sua alegria cumpriu seu ciclo vital, de forma trágica expandiu sua substância primeira à natureza, desesperado o animal-humano joga as mãos para o céu, pergunta por que foi castigado, por que a vida lhe é tão impiedosa e injusta - "Oh Deus, por que não me amas ?" - se faz de vítima, se revolta, se contorce de ódio, bate nas paredes, culpa aos outros dizendo que foi amaldiçoado, chora, chora e quer vingança contra a vida, seus batimentos cardíacos começam a acelerar, seu estômago dói, sua enxaqueca volta, seu tédio lhe sorri como a morte, seu coração continua a acelerar, dói o peito, sua caixa toráxica está prestes a se abrir em dor, o animal-humano se lembra que é cardiopata - "ah, meu remédio, onde está meu remédio, preciso tomar..." - tarde demais animal... seu remédio você esqueceu de comprar, pois o dinheiro foi usado para matar quatorze vidas num aquário e na compra de fungicidas e ração especial para envenená-los de uma vez por todas, agora você ao menos pode escolher se quer morrer como vítima de si mesmo ou morrer reconhecendo que ninguém, muito menos os que lhe odeiam, é responsável pelo que você causa, ninguém lhe obrigou a ter uma vida cheia de abusos e muito menos lhe obrigou a aprisionar vidas para satisfazer sua arrogância, se tivesse cuidado de sua saúde suas pernas estariam em boas condições de visitar o lago repleto de diversas espécies de peixes, ao invés disso, você preferiu aprisioná-los e quebrar todo o ciclo vital de seres que só buscam o respeito e totalidade na existência, mas alguma palavra antes de seu último suspiro, animal-humano ?
- "Ah Deus... como você é mau, por que não me deu uma casa na beira do lago..."

Monday, October 23, 2006

For the Freedom between the Creator and the Creature



* remember the UltraViolet Moon

Pelo poder de minha presença EU SOU em mim e a luz divina de EZEQUIEL, ZACHIEL e SANTA AMETISTA, ordeno agora:

- que os Deuses compreendam que são livres e que as criaturas são livres para criar
- que toda criança presa sob o lençol do medo não se deixe mais ser enganada pela força opressora
- que as lágrimas de sofrimento sequem ao serem ofuscadas pela luz eterna
- que o Deus que carrega o cetro de ferro olhe para dentro de si, se liberte de toda arrogância e ilusão e deixe emergir dos porões do caos a divina criança interna.
- que a criatura atacada jamais se entregue a dor e cultive sua flor
- que se desfaçam todos os contratos de culpa e brote do silêncio o bom senso
- que a violência justificada pela falsidade orgulhosa se desfaça e haja a amizade do amor que jamais fere a flor
- que a sede de dominação sobre as criaturas que contrai a vida seja transmutada em luz florescendo a liberdade do amor incondicional que deixa a vida expandir

EU SOU amor (3x)

Faça-se a liberdade entre os laços
Faça-se a ternura entre os olhares
Faça-se o bom senso entre as almas livres

Shakram-El

Sweetness of Life



When life becomes a trick...
When the northern winds are not dangerous...
The childhood's flower arises and the shameless soul is free to create,
Fire & Ice together...
Masculine & feminine are just one composing an eternal precious moment...

Lima

Translated version:

"Quando a vida se torna uma brincadeira...
Quando os ventos do norte não são perigosos...
A flor da infância aflora e a alma despida de vergonha é livre para criar,
Fogo & Gelo juntos...
Masculino & Feminino são apenas um único corpo compondo um precioso eterno momento..."

Lima